2 de abril de 2012

Dou-te a mão e uma lição

E às vezes somos só o que sobra do rastilho daquelas palavras que não fluíram para não quebrar ninguém, deixando-nos a nós quebrados e sentados na cor que não existe quando os sonhos o deixam de o ser. Porque verdade seja dita, negamo-nos com frases quase perfeitas para que o dia custe menos a passar e os sorrisos não pareçam tão de vidro, em pessoas sem coração. E a única maneira quando já nem podemos ser nós próprios é sermos o que de nós resta, na nuvem que não é cor de rosa e na história que não teve um final feliz. Julgar os minutos como horas e suspirar os segundos, porque a vida começa quando percebemos que isto não são só palavras e que há um mundo, já dizia a música - com mundos por dentro - que nos faz abrir os olhos, sem que seja apenas um levantar de pálpebras. Sem que o sorriso de vidro acabe em estilhaços mas que se una com tudo o que és. E que faz com que nada disto acabe, mas que tudo isto viaje para qualquer rota do céu que sigas. É seres verdade, sem nunca deixares de te viver.
A vida é assim.Raquel

29 de março de 2012

...que nunca chegue o momento de nos desvanecermos no tempo, nem em nós próprios.