19 de setembro de 2013
Para mim é impensável a ideia de deixar morrer este espaço que me é tão familiar e característico. Por outro lado, parece me cada vez mais distante a ideia de se manter vivo. Parece que perdeu o brilho e toda a vida que ele transbordava em cada post que eu fazia. E sim, eu sei. Postagens é coisa que não tem havido. Não por falta de tempo, é certo. Mas sim por falta de um não sei quê, de qualquer coisa tão estranha quanto necessário. A verdade é que tenho o coração mais preenchido que nunca, e o sorriso mais verdadeiro de sempre. Mas então..porquê? Usualmente escrevia e ainda sei que o consigo fazer, na pele de outras pessoas (achava eu). Se calhar sempre foi a forma que eu encontrei para não me debater com os meus problemas. Assim os meus problemas passavam a ser de outras pessoas, a Claire e a Raquel. Tão diferentes as duas que vivem na alma da Emmeline. Mas ambas, cheguei eu à conclusão, que sempre sofreram. De amar de mais ou por serem amadas de menos. Porque na vida nada sempre é um copo meio cheio. Há sempre amarguras que doces não curam e abraços não resolvem. Existirão sempre. E cá estou eu a perde me.
Voltando ao início, como pode haver sempre um recomeço, gostava que ainda pousassem por aqui pequenas borboletas.
Este canto que tanto sabe a recanto doce, será sempre o lar de quem não tem casa. Eu. Porque somos o sítio que nos faz falta. E eu sou mesmo.
Muito amor... Emmeline para todo o sempre
27 de julho de 2013
Tesourinho.
Um dia alguém perguntou a alguém se queria que ficasse ali, mesmo ao pé da mesma. A resposta foi sim, o sim suficiente para que fosse necessário ter de ir embora.
E fez me perceber que é quando mais queremos as coisas, que mais temos de nos desapegar. E ir embora. Porque as vezes ir embora é bom. Fechar a porta é bom. E hoje eu sinto-me tão orgulhosa.
Lutei sem querer por um amor que sempre me foi destinado, só precisei mesmo de ir embora. Mesmo que algum dia me tenha apetecido ficar.
A vida é assim.
Ela não pára e agora pela primeira vez, eu só quero que ela continue a bom ritmo a teu lado. Porque estar ao lado de alguém, é muito mais do que apenas isso. É estarmos ao lado de nós mesmos e nem darmos por isso. Sentir que podemos ser nós, simplesmente nós, que nunca viveremos na incerteza de uma resposta.
Pela primeira vez também percebi que o cliché "as pessoas não mudam, revelam-se" é tão somente uma frase feita. As pessoas mudam sim.
Acho que chega uma certa altura na vida que precisamos de mudar, que chegamos à conclusão que nos queixamos mais do que aquilo que tentamos mudar. E então mudamos. E não é mudar a decoração do quarto, ou renovar o roupeiro. Não.
É renovar a alma. Permitir que isso aconteça. Sem medo.
Porque o fim, acredito, será sempre o melhor para nós.
E tu és o meu fim, e pela primeira vez que quero ficar, eu fico. Sem ter de ir embora.
Muito amor,
a Emmeline que sempre fui
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