2 de outubro de 2012

o tempo

O tempo não acolhe quem tem medo. Não espera por quem não sabe se quer vir. Muito menos aguarda pelas palavras perfeitas. O tempo. O tempo. Eu e todos. Todos e eu. Aí sou pequena... mas ainda assim, o tempo não espera por ninguém. Não faz de ti a sua história preferida,por isso não te irá viver nem aparar as quedas quando elas existirem. Mas cai. Deixa-te cair. Porque o tempo não espera por ninguém, mas isso faz aprender como curar as feridas. Como voltar a pôr um pé diante do outro e voltar a caminhar até encontrar aquilo que tantas vezes ficou por dizer. Mas ele não espera mesmo que haja tanto que dele dependa.
Acomodo-me no banco e continuo...
E mesmo que hajam coisas que dele dependam, aprendem a sobreviver sem ter de sobreviver. Vivem. Esse termo que quase ninguém sabe por quase ninguém querer. Por só quererem o que está, o que é, o que está perto, o que é fácil. E o tempo não resguarda esses, que não sabem nem querem saber. Esses que a vida é o virar de costas quando ela nos parece de costas voltadas para nós. Mas não- Nunca está. Tudo lições, eu acredito. Assim como quando me levanto, piso o chão e quase toda a força que o meu corpo exerce sobre os meus pés, me pesa na cabeça... me pesa no coração se não quiser que a dor passe, se não fizer por isso. Porque temos de continuar. Juntar todas a quedas e repeti-las se necessário, para perceber que o tempo até aí não parou para nos ajudar a levantar. Mas que de uma forma, ou de outra, nos ajudou a aprender a levantar. É só deixar...e só querer.

6 comentários:

Aurora disse...

que adorável

Lu disse...

É isto mesmo. Eu digo que o tempo não cura nada mas que nos ensina tudo. :)

inês disse...

perco-me por aqui, por esta calma

cláudia disse...

precisava tanto disto, foi como se me tivesses lido a alma, é isto sem mais nem menos meu bem*

Ivone Silva disse...

lindo,lindo

inês disse...

oh, não faz mal luisinha:) muito obrigada!