13 de setembro de 2011
Sem rodeios. alma aberta
Um dia eu tive um sonho onde nem precisei de fechar os olhos para poder voar sem limite. Contou-me o sonho que o tempo é o momento em que vivemos sem contar os passos que damos, sem medo que os segundos acabem ou que o dia termine sem que façamos aquilo que tínhamos a fazer. Contou-me que as pessoas nem sempre são aquilo que queriam ser, com medo do que o que o futuro lhes reserve. Contou-me que andamos sempre ao ritmo de rotineiras baladas, sem ouvirmos o conforto do silêncio. Um dia um sonho contou-me que ninguém é feliz sozinho. Toda a gente precisa de alguém. Para dar as mãos. Para beber um café ou um chá. Para partilhar música. Ou quem sabe para ouvir os problemas de cada um. Toda a gente. Contou-me que a solidão é a saudade envolvida em mãos frágeis e peitos pequenos tão doridos quanto tristes. Segredou-me bem de perto, que os sorrisos são o reflexo daquilo somos, apenas quando se tratam de sorrisos do interior. Contou-me tantas coisas, deixando o dobro para depois. Para outro sonho. Para curar outra queda. Para dar beijinhos na alma e me fazer ver que a vida consegue ser tão profunda e intensa e não simplesmente o acto de me levantar para mexer o meu corpo em busca daquilo que passamos parte do tempo sem acreditar. Este sonho de um dia, contou-me que toda a gente tem dias maus e que o importante é não desperdiçar os dias bons. Querido sonho, volta a envolver-me.
9 de setembro de 2011
E o que ainda não vês, não o tentes. Não o esforces. Não o procures. Não o implores. Apenas fica. Deixa-te. Fica. Sem reagir. À espera de nada, ou quem sabe de tudo. Porque aquilo que os teus olhos ainda não são capazes de ver, é exactamente aquilo que ainda tens por desvendar. Há muita coisa, não é?
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