
Com todas as cores te pinto, para que o desenho nutre a harmonia perfeita dos tons. Tons a amor. O teu tom é o amor. E eu deixo-me ser para sempre tua tela.
Há palavras que são estalos. Há acções que são teatros. Há momentos que são cínicos. Há sorrisos que são irónicos. Há verdades que são escuras. Há escadas falsas. Há abraços pequenos demais. Há pessoas que não são pessoas. Há coisas que eu faço questão que nunca sejam só coisas. E outras, que quero mesmo que por aí fiquem. Porque tudo dura o tempo que é necessário, para que um dia o corpo não se esqueça dos caminhos que precisa pra voltar. E há pessoas que partem sem saber que deixaram mais do que deviam, durante a viagem, que chega a ser nada. Chegam a ser nada. Há pessoas sozinhas. Há pessoas que não são pessoas.