2 de outubro de 2013

Muito muito

Gosto de gostar de ti. 
E o que seria de mim sem falar de amor e sem começar todos os meus pensamentos com a palavras saudade. Porque amar é ter saudade quando estamos juntos, não por não sentirmos que não estamos ali, inteiros, mas sim porque depois haverá sempre a distância de um dia, de dois... podia até ser só de uma hora, mas as saudades iam aparecer mesmo aquando da tua presença. Isso é bom não é? Eu tenho a certeza que sim. Tu és a minha alma de pássaro. Não te amo com sentido de posse, mas tenho-te porque te tenho, te amo. E tu voltas. De todas as vezes que voas, tu voltas. Construímos um lugar tão nosso que o reconhecería de olhos fechados. 

Gosto de gostar de ti. És a minha história preferida... o meu romance predileto. 
És o meu romance sem fim. E é tão bom escrever sobre ti sem ter de terminar com um fim...

Porque não termina.
Nem faz intervalos.



Muito Claire

19 de setembro de 2013




Para mim é impensável a ideia de deixar morrer este espaço que me é tão familiar e característico. Por outro lado, parece me cada vez mais distante a ideia de se manter vivo. Parece que perdeu o brilho e toda a vida que ele transbordava em cada post que eu fazia. E sim, eu sei. Postagens é coisa que não tem havido. Não por falta de tempo, é certo. Mas sim por falta de um não sei quê, de qualquer coisa tão estranha quanto necessário. A verdade é que tenho o coração mais preenchido que nunca, e o sorriso mais verdadeiro de sempre. Mas então..porquê? Usualmente escrevia e ainda sei que o consigo fazer, na pele de outras pessoas (achava eu). Se calhar sempre foi a forma que eu encontrei para não me debater com os meus problemas. Assim os meus problemas passavam a ser de outras pessoas, a Claire e a Raquel. Tão diferentes as duas que vivem na alma da Emmeline. Mas ambas, cheguei eu à conclusão, que sempre sofreram. De amar de mais ou por serem amadas de menos. Porque na vida nada sempre é um copo meio cheio. Há sempre amarguras que doces não curam e abraços não resolvem. Existirão sempre. E cá estou eu a perde me.

Voltando ao início, como pode haver sempre um recomeço, gostava que ainda pousassem por aqui pequenas borboletas.
Este canto que tanto sabe a recanto doce, será sempre o lar de quem não tem casa. Eu. Porque somos o sítio que nos faz falta. E eu sou mesmo.

Muito amor... Emmeline para todo o sempre